quarta-feira, 17 de junho de 2026

SINDICATO DOS PESCADORES DE CANSANÇÃO PARTICIPA DO ENCONTRO DA PESCA ARTENAL EM SALVADOR.


Sindicatos dos Pescadores de cansanção, participa do encontro da pesca artesanal em Salvador Estado da Bahia, com o objetivo de ampliar o conhecimento, e promover praticas sustentáveis, e fomentar os diálogo, Os Pescadores artesanais, aquicultores, e representantes de entidades ligadas ao setor pesqueiro participaram, nesta terça-feira (16/06/2026), do II Encontro Estadual da Pesca e Aquicultura (EEPA), realizado no Centro de Convenções de Salvador. 
Promovido pela Federação dos Pescadores e Aquicultores da Bahia (FEPESBA), o evento reuniu um público estimado de 1,6 mil pessoas em uma programação voltada à capacitação, ao compartilhamento de informações técnicas e ao fortalecimento das atividades relacionadas à pesca e à aquicultura no estado.
A Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) integraram a programação técnica do encontro, contribuindo com discussões voltadas à conservação dos recursos pesqueiros e à sustentabilidade das atividades desenvolvidas por comunidades e profissionais do setor.
Ao longo do dia, palestras e apresentações abordaram temas considerados estratégicos para a atividade pesqueira, promovendo a troca de experiências entre pescadores, dirigentes de entidades, instituições públicas e demais participantes.
Durante a abertura do encontro, o vice-governador da Bahia falou da importância da pesca artesanal, Geraldo Júnior, destacou a ampla participação de representantes do setor e o papel do evento como espaço de diálogo e valorização das comunidades pesqueiras.
Entre os destaques da programação esteve a palestra conjuntas Ministério da Pesca e aquicultura falou sobre a inovação no setor, Secretaria do Trabalho e emprego falou sobre os balanços do seguro defeso e as mudanças, Funda Centro destacou a inovação, Bahia Pesca falou dos levantamentos e do recadastramentos dos pescadores e territórios, senador Oto Alencar lembro da preservação ambiental, e Deputado Federal Raimundo Costa falou do que fez e que ainda pode fazer pela pesca e aquicultura no estado e no pais, o presidente da Confederação CNPA falou de 2020 casas para os pescadores mais pobre da da Bahia e sobre a indenização da mancha de olio nos estados do Maranhao a Rio de Janeiro, Sema e do Inema sobre o defeso reprodutivo das espécies marinhas. A atividade apresentou informações sobre a importância dos períodos de restrição para a conservação da biodiversidade, a manutenção dos estoques pesqueiros e a sustentabilidade da atividade pesqueira no litoral baiano.
Durante a apresentação, foram compartilhadas informações sobre o Plano Integrado de Educação Ambiental relacionado ao defeso das espécies marinhas, desenvolvido de forma conjunta pela Sema e pelo Inema. 

A iniciativa surgiu a partir da experiência das equipes que atuam em campo e da necessidade de ampliar as ações de sensibilização e orientação junto às comunidades pesqueiras em todo territorio Baiano.

De acordo com a legislação federal, o defeso corresponde à paralisação temporária da pesca de determinadas espécies em períodos considerados críticos para sua reprodução, crescimento ou recrutamento. 

Durante esse intervalo, podem ser estabelecidas restrições à captura, ao transporte, ao beneficiamento e à comercialização, com o objetivo de assegurar a reposição natural dos estoques pesqueiros.
Educação ambiental e escuta das comunidades
A programação também apresentou ações de sensibilização e orientação desenvolvidas pela Sema e pelo Inema, entre elas a Caravana do Defeso.

 A iniciativa percorre comunidades pesqueiras do litoral baiano promovendo atividades de educação ambiental, divulgação do Calendário do Defeso das Espécies Marinhas e esclarecimento de dúvidas sobre as regras aplicáveis a cada espécie e região.
Durante o encontro, equipes da Sema aproveitaram a presença de pescadores e marisqueiras de diferentes regiões do estado para realizar uma escuta sobre a percepção das comunidades em relação ao defeso e seus impactos na atividade pesqueira.

 A ação incluiu a aplicação de questionários e a distribuição do Calendário do Defeso das Espécies Marinhas.
A especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Diretoria de Educação Ambiental para Sustentabilidade (DIEAS), Amélia Cerqueira, explicou que a atividade buscou reunir informações que contribuam para o aprimoramento das ações de educação ambiental desenvolvidas junto às comunidades pesqueiras.
“Este foi um momento importante para ouvir os pescadores e marisqueiras sobre como eles percebem o defeso, sua importância para a conservação das espécies e os impactos no dia a dia das comunidades. Também aproveitamos a oportunidade para divulgar o Calendário do Defeso, que neste ano traz conteúdos em formato de tirinhas, utilizando uma linguagem mais acessível e didática para ampliar o alcance das informações ambientais entre diferentes públicos”, explicou.

O calendário reúne informações sobre os períodos de proteção de espécies de relevância ecológica e econômica, como caranguejo-uçá, camarões, lagosta, robalo, garoupa, caranha, sirigado e badejo-amarelo. 

O material é utilizado como ferramenta de educação ambiental e apoio às comunidades pesqueiras, contribuindo para ampliar o acesso à informação e fortalecer o cumprimento da legislação ambiental em todo o Estado.



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